A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 03/05/2021
Com frequência, comenta-se sobre a violência contra a mulher na sociedade brasileira, isso é um problema muito presente. Muitas delas sofrem nos hospitais brasileiros, pois estes acabam não tendo uma preparação adequada para receberem uma gestante. É importante pontuar, de início, que a educação superior na área da saúde é subfinanciada no Brasil, tendo em vista a carência de hospitais universitários, bem como a falta de professores integrados.
Por esse motivo é que muitas mulheres se desesperam na hora de darem à luz, pois acabam não tendo a liberdade de escolha, sendo assim, inquestionavelmente. Prova disso, foi uma pesquisa realizada pelo site “www.uol.com.br”, onde 51% das mulheres queriam parto normal, mas só 32% tiveram. Muitas gestantes queixam por não poderem escolher na maioria das vezes qual método querem para o seu parto, mesmo sendo um direito de cada uma. Outras reclamam por não autorizarem a entrada de um acompanhante num momento tão difícil, passando por isso sozinhas, o que torna tudo mais complicado.
Anteriormente foi citado sobre a proibição de escolha durante o parto, o documentário “Violência obstétrica - A voz das brasileiras” é um grande exemplo disso, onde mulheres relatam sobre suas experiências e reclamações por passarem momentos desumanos na hora do parto. Diversas delas falam sobre a Episiotomia, o Soro com Ocitocina que dão para elas terem contrações e o bebê acabar nascendo mais rápido e também sobre a falta de empatia dos profissionais da saúde que estão estar ali para auxilia-las.
Logo, percebe-se o quanto esses hospitais precisam ter mudanças, sendo necessário reformular as políticas públicas de saúde, a fim de proteger a dignidade da mulher gestante. Pois todas devem se sentir confortável nesse momento, tendo a liberdade de escolha, independente de sua classe social. Os hospitais devem ter uma estrutura adequada e profissionais com um grande conhecimento, para que esse procedimento seja realizado de forma correta e natural, sem tornar esse momento inclemente para essas mulheres.