A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 04/05/2021
A Constituição da República Federativa brasileira, carta magna de 1988, assegura a todas as gestantes o direito ao acesso a um atendimento adequado e de qualidade. Embora o documento legislativo brasileira mais importante assegure esse direito, muitas gestantes passam pela experiência traumatizante da violência obstétrica. Nesse contexto, fica evidente que alguns fatores contribuem para persistência desse problema, como uma ausência de políticas públicas e uma falta de empatia por parte dos profissionais de saúde.
Em uma primeira análise, é importante ressaltar que o descaso das políticas públicas presentes na questão é um enorme contribuinte. Sobre isso Abraham Lincoln, importante personagem da política americana, disse, em seus discursos, que a política é serva do povo e não ao contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma incompetência da política brasileira, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explanou, o estado não serve as mulheres gestantes brasileiras com seus direitos básicos, fazendo com que a resolução do problema se torne cada vez mais dificultada.
Além disso, cabe enfatizar que a falta de empatia por parte da equipe médica acaba moldando alicerces para tal conjuntura. Nessa perspectiva, o filósofo Roman Krznaric defende que a empatia pode criar uma grande mudança social. Em se tratando da violência obstétrica, é possível perceber que o pensamento e não se fundamenta, pois os profissionais da saúde, na maioria dos hospitais, abusam de seus lugares para não pensar no momento passado por essas gestantes e fazendo o parto ser algo temido por algumas mulheres.
Portanto, diante do exposto, e tendo em vista que a violência obstétrica apresenta sérios problemas, torna-se dever do Ministério da Saúde, em parceria com o governo federal, promover uma projeto sócio-educacional com os profissionais da saúde, por meio de aulas sobre a importância de um ambiente adequado para gestantes, palestras, rodas de conversas e depoimento de mulheres que passaram pela violência obstétrica. Assim, iram se reduzir os índices de violência contra a gestantes e a constituição será ,finalmente, seguida.