A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 14/08/2021
Na série “Grey’s Anatomy”, Addison Montgomery é uma médica com certificações em obstetrícia e ginecologia. Apesar de ser cenas fictícias, durante os episódios, nota-se o compromisso e o carinho que a médica tem com suas pacientes, colocando-as sempre em primeiro lugar. Porém, diferentemente das telas fantasiosas, o corpo clínico brasileiro exerce, gradualmente, um papel bruto ao violentar mulheres em seus momentos únicos de dar à luz. Nesse sentido, para entender as melhores formas de combater a violência obstétrica entre as gestantes, é imprescindível ir até as raízes desse problema.
A princípio, a carência empática entre todos os participantes de um parto é uma das principais responsáveis por esse complexo cenário. Segundo as críticas tecidas pelo Papa Francisco, o mundo atual está inserido em uma globalização de indiferenças, em que um ser humano tem dificuldade de avaliar e compreender a situação do próximo. Desse modo, todos aqueles responsáveis pelas grávidas em um hospital, por falta de empatia — assim como é mencionado pelo Papa Francisco, ignoram os procedimentos saudáveis e não colocam as decisões das mulheres em debate para analisar o que seria mais confortável para elas. Isto posto, este desrespeito contribui para a propagação da violência gratuita com as mulheres à espera de uma vida e, de fato, viola um momento que deveria ser humanizado e de boa qualidade. Assim, enquanto o sistema de saúde não marginalizar pensamentos egoístas, as futuras mães brasileiras continuarão sendo alvo do impiedoso abuso obstétrico.
Outro fator a ser mencionado é a não conscientização midiática, no qual faz-se ser um proveniente dificultador. Conforme decorreu no século XVII, conhecido como século das luzes, o Iluminismo tornou-se um veículo de informações para difundir seus ideais entre a população e acarretar na queda do absolutismo. Dessa maneira, é dever nato do maior transmissor moderno, a imprensa, educar a nação com conhecimentos verídicos, assim como os iluministas fizeram, quanto aos direitos que todas as mulheres tem em sua fase reprodutiva, a fim de conceder a estas pacientes confiança para impedir que a estrutura hospitalar as transformem em objetos que não podem ter opiniões a respeito do nascimento de seu filho. Logo, observa-se que, com a escassez de uma politização qualificada sobre as progenitoras do mundo, a crise na construção de uma boa saúde para as gestantes perseverar.
Portanto, medidas devem ser tomadas para a resolução dessa problemática. Urge a ação de campanhas em massa, por meio de verbas governamentais, realizada pelo Ministério da Educação e Cultura, com o intuito de apresentar todos os diretos que as mulheres podem reivindicar para que toda a sua estadia no hospital venha ser o mais agradável possível. Espera-se que com isso, as grávidas possam ser atendidas por médicos atenciosos e com uma índole semelhante a da médica Addison.