A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 12/08/2021
No filme “O renascimento do parto” aborda a grave realidade obstétrica mundial que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções traumáticas e desnecessárias. De maneira análoga a isso, a violência obstétrica é algo que precisa ser discutido no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o alto número de cesarianas e a indução do parto.
Em primeiro plano, pode-se destacar o grande número de cesarianas no Brasil, isso porque na maioria das vezes os médicos preferem esse procedimento para dar mais agilidade no processo do parto e consequentemente conseguir realizar mais cirurgias. Desse modo, segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é o segundo país com a maior taxa de cesáreas do mundo, ultrapassando 55% dos partos e perdendo apenas para a República Dominicana. Dessa forma, ocorre uma desumanização na medicina que visivelmente é um processo agressivo ao corpo da mulher.
Além disso, é notório que há indução desse procedimento, isto é, o ato de forçar que esse momento seja abreviado, isso significa que o médico muita das vezes não esta disposto a esperar a dilatação para realizar um parto normal. Consoante a isso, de acordo com o diretor de filmes Samuel Goldwyn “um hospital não é lugar para se estar doente”, ou seja, os médicos nem sempre pensam no bem-estar humano, e sim no benefício próprio. Sendo assim, essa violação do corpo feminino pode ser até mesmo uma mercantilização corporal, em prol da velocidade do atendimento e com o lucro maior.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham amenizar essa violência obstétrica. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com as mídias sociais divulgarem outras formas de partos para que as mulheres se sintam confortáveis com o procedimento de escolha própria. Cabe também ao mesmo Ministério punir os médicos que realizarem essas práticas abusivas e sem a autorização da mulher para que essa violência seja derrotada. Somente assim o número de abusos no parto será combatido no Brasil.