A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 19/08/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que a violência obstétrica encontra-se efetivada na sociedade. Desse modo, a ausência de médicos em consonância com a economia são os principais pilares para esses conflitos.
Primeiramente, vale ressaltar a falta de especialistas como perpetuadora do impasse. Destarte, de acordo com o IBGE, cerca de 30% das cidades não possuem Unidades Básicas de Saúde (doravante UBS). Por esse viés, denota-se que muitas grávidas possuem seus direitos negligenciados. Assim, infelizmente, as gestantes não conseguem fazer acompanhamento do pré-natal de seus filhos o que fomenta ainda mais a violência.
Ademais, vale salientar as variáveis econômicas como impulsionadora da problemática. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Kal Marx, em sua análise da humanidade, na sociedade atual o capital possui mais relevância que os direitos dos cidadãos. Sob essa ótica, muitos médicos acabam por optar fazer o parto cesariana, pois além de serem mais caros são bem mais rápidos. De tal forma, colocam o capital acima dos direitos das mulheres, já que esses procedimentos são necessários somente em casos de emergência, como afirmado pelo OMS.
Portanto, com intuito de mitigar a violência obstétrica, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Saúde contrate profissionais, que, por meio de workshops, nas escolas, prestariam apoio para as gestantes. Além disso é mister a mídia informar a população o quanto o parto natural é importante. Somente Assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.