A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 01/05/2022
De acordo com uma pesquisa disponibilizada pelo site “ÉPOCA”, aproximadamente 25% das mulheres já foram vítimas de algum tipo de agressão ou ofensa durante a gestação ou parto, fato esse caracterizado como violência obstétrica e que prevê de acordo com um projeto em análise na Câmara dos Deputados pena de até 2 anos de reclusão. Por isso, convém analisar quais as causas que dificultam o combate ao problema e possíveis soluções que contribuam para abolição dessa prática.
Primeiramente, é importante destacar o fato do Brasil ter se erguido sob a égide do patriarcado que, em suma, oprime as mulheres e toma-lhes o direito de escolha, inclusive sobre o próprio corpo. Tal fato evidencia-se no momento, talvez, de maior tensão e instabilidade emocional a que qualquer pessoa poderia estar submetido, o parto, um momento que para muitas é inesquecível e para outras traumatizante, é nesse momento que suas escolhas são postas de lado por profissionais incapacitados e sem qualquer consciência de humanidade ou empatia, dificultando ainda qualquer tipo de assitência à mãe e ao bebê.
Outrossim, a falta de acessibilidade é algo que precisa de uma atenção, haja vista, que algumas instituiões hospitalares não possuem o mínimo de estrutura para comportar gestantes com algum tipo de limitação física, baseando-se na premissa de não haver necessidade em tornar o ambiente em questão o mais confortável possível para a grávida, levando a mãe, a depender de sua condição física, a passar por algum constrangimento, tornando a situação mais difícl e embaraçosa.
Portanto, medidas são necessárias para resolver à questão. O Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos em parceria com o Ministério da Saúde promoveriam uma campanha de conscientização e de conhecimento acerca do parto humanizado, ideia que corrobora com o bem-estar e saúde da mãe e do bebê, considerando ainda as suas vontades e opiniões, de modo a mantê-la segura, confiante e confortável durante todo o processo, além de contar com o apoio do Presidente da República de modo a sancionar uma lei que disponibilize a todas as gestantes de baixa renda por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) a opção do parto humanizado, de modo, que a iniciativa contribua com a disseminação da ideia por todo o país, com o fito de garantir o acesso ao mínimo de dignidade, contando ainda com o apoio de profissionais bem preparados e experientes.