A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 10/05/2022

De acordo com a câmara municipal de São Paulo, o termo “Violência Obstétrica” é caracterizado como: gestantes que sofrem abusos ao procurarem serviços de saúde para o acompanhamento da gestação. No Brasil, a violência obstétrica é uma temática decorrente porém tampouco debatida. Com base nesse viés, é fundamental destacar a necessidade de visibilizar o assunto, além de garantir os direitos que a gestante possui.

Em primeira análise, cabe ressaltar a invisibilização da problemática. Como já dizia a filósofa Djamira Ribeiro- O silêncio é cúmplice da violência. De fato, é notório que há um silenciamento desta atrocidade. Em consequência disso, muitas mulheres não sabem que sofreram violência por causa da desinformação, portanto, não denunciam os envolvidos. Assim percebe-se a importância de tornar o tema vísivel para o conhecimento da gestante.

Ademais, é coerente destacar que a gestante possui direitos que são legalizados, entretanto, negligenciados. Embora existam leis que asseguram a escolha da parturiente quanto ao seu plano de parto, em muitos casos, o atendimento médico nega esses direitos. Essa tese é comprovada por meio de dados divulgados pela revista Época, os quais mais de 70% das mulheres brasileiras entrevistadas não tiveram direito a um acompanhante. Nesse cenário, percebe-se a hostilidade que vem acontecendo em diversos hospitais brasileiros referente à violência obstétrica.

Fica evidente, desse modo, a necessidade de reparação da problemática apresentada. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde publicar propagandas a respeito do tema e divulga-las em alas hospitalares e em redes sociais para poder ampliar o conhecimento do assunto e evitar a desinformação. Além de garantir desde o momento do pré-natal até o pós-parto, condições humanizadas e qualificadas para que a gestante e o bebê sejam bem acolhidos e respeitados pela equipe responsável pelo parto.