A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 13/05/2022

A Constituição federal brasileira de 1988, principal documento responsável pelas leis do país, declara que o Estado assegura a saúde pública e qualidade de ensino aos cidadãos. Nesse viés, o tópico da violência obstetríscia no Brasil é incoerente com a legislação, pois com a prática do descuido com as gestantes gera problemas no bem-estar tanto para a mãe quanto para o feto. Dessa forma, o que leva a sequência dessa eventualidade é a carência de fiscalização em hospitais e por conseguinte a falta de preparo dos profissionais da saúde.

Primeiramente, o momento do parto é delicado para as mães e exige inúmeros cuidados para que a mulher não sinta dor. Em análise disso, segundo dados publicados pelo site do G1, mais de 73% das gestantes não tiveram acesso a banhos quentes para alívio da dor,assim como a falta de alimentos importantes para melhor funcionamento do corpo, de acordo com a OMS. Assim sendo, a péssima fiscalização nas casas de saúde provoca a escassez de recursos para a qualidade de vida dos pacientes.

Outrossim, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca 45% das universidades não formam médicos e enfermeiros especialistas em obstetrícia. Desse modo, o caso da mãe Joyce Ribeiro, deficiente visual, que não teve o devido atendimento não recebeu explicações de como o bebê nasceria, além de a anestesia não ter efeito imediato, é um exemplo de como a falta de preparo e conhecimento dos doutores na hora do parto é um fator crucial para a traumática e desrespeitosa experiência das gestantes.

Portanto, o Governo Federal, órgão responsável pela organização do Ministério da Saúde e da Educação, deve melhorar a graduação acadêmica e atendimento nos hospitais, assim como aumentar as fiscalizações, por meio de investimento na renda de ambos e aplicações adequadas das leis, para abolir o ato da violência obstétrica no Brasil e melhorar a qualidade de vida da sociedade, respeitando os direitos humanos empregados na carta magna.