A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 17/05/2022

Todo médico deve jurar solenemente cumprir os ideais descritos no Juramento de Hipócrates, que promete respeitar e proteger a saúde e o bem-estar do paciente. Contudo, muitos casos de violência obstetrícia são relatados no Brasil, motivo pela grande repercussão de debates a respeito da violência contra a mulher. Logo, conclui-se que tais atos violentos possuem caráter institucional e tradicional, pois refere-se à desumanização da assistência médica à saúde, além da manutenção do preconceito de gênero.

Diante de tal cenário, nota-se um aumento do número de situações medicamentosas desumanas, sobretudo em acompanhamentos gestacionais e trabalhos de parto. Deste modo, segundo estudos da Faculdade de Medicina (FMUSP), o descaso clínico ocorre a fim de atender aos interesses particulares do médico. Assim, o profissional convence a mulher sobre “a naturalização da dor do parto como preço a ser pago para se tornar mãe”, informa Janaína Marques, pesquisadora da faculdade em questão.

Ademais, é possível destacar também a manutenção de ações preconceituosas entre os médicos devido à distinção de gênero, responsável pela objetificação feminina. Outrossim, de acordo com o Organização Mundial da Saúde, o principal tipo de violência obstétrica é a psicológica, que acontece principalmente pela indução da mulher a realizar uma cesárea e pelo impedimento da Lei do Acompanhante. Mas há também a física, como a submissão da mãe a procedimentos dolorosos e humilhantes, por exemplo a prática da Manobra de Kristeller - pressão manual na região uterina.

Deste modo, deve-se criar soluções a fim de combater a violência obstétrica no Brasil, colocando em prática o Juramento de Hipócrates. Depreende-se, portanto, que o Ministério da Saúde proporcione maior conscientização nacional sobre os direitos das gestantes durante a gestação, por meio de campanhas e debates em locais públicos. Ademais, é fundamental que tal ministério aumente a fiscalização em instituições hospitalares para promoção da redução de mulheres violentadas por médicos.Isso deve ocorrer através da parceria com o Conselho Regional de Medicina - órgão responsável pelo acompanhamento e inspeção médica.