A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 17/05/2022

De acordo com a senadora Zenaide Maia, irá ser legalizado o uso de manobras

que são consideradas violência obstetrícia para poder ajudar o médico no momento do parto. Mesmo sabendo que essa violência muitas vezes pode causar uma sequela emocional na mulher, Zenaide diz defender o parto humanizado e utilizou a lei 14.326/2022 que foi aprovada recentemente para defender sua tese. Diante disso o Governo Federal decidiu reconhecer o termo “violência obstetrícia"e proibiu o uso de tal metodo na hora do parto.

Primeiramente, é importante ressaltar que essa violência muitas vezes é feita de maneira emocional e não física,porém também existem relatos de casos que mulheres foram violentadas fisicamente, como por exemplo o caso da mineira Ana Paula que após ter planejado um parto natural, foi levada para o hospital com complicações e sem nenhuma explicação vinda dos profissionais ela foi anestesiada e amarrada a uma cama, sendo obrigada a fazer uma episiotomia. Seu filho acabou não resistindo e morreu logo após o parto. Ana Paula denuncionou o hospital para Ministério da saúde, poré não obteve nenhuma resposta e com isso ela decidiu abrir uma sindicância em novembro de 2012 e não comentou mais sobre tal assunto.

Assim como Ana Paula, milhares de mulheres passaram por uma situação semelhantes, de acordo com o site o Globo 30% das mulheres sofrem essa violência em hospitais privados, enquanto no SUS esse número aumenta em 15%. Também é importante ressaltar a importância de denunciar para as autoridades caso conheça alguém que sofreu ou tenha sofrido esse tipo de violência.

Portanto, é necessário criar medidas capazes de evitar que mais mulheres sofram dessa violência tanto física quanto emocional no hora do seu parto. Por isso o Ministério Público de Santa Catarina resolveu criar uma campanha que busca informar as pessoas sobre o tema e alertar os cidadãos, então foi criado um site que ira fornecer vídeos educativos sobre tal assunto. Para a Coordenação do Centro de Apoio dos Direito Humanos trazer esse assunto a tona é extremamente importante na luta contra a violência obstétrica, para que as mulheres sejam influenciadas a denunciar.