A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 18/05/2022
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado, por Zeus, para todo o sempre, a empurrar uma pedra até ao cimo de um monte. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana das gestantes brasileiras, que buscam ultrapassar as barreiras as quais as separam do direito de partejar com qualidade. Nesse contexto, o combate a violência obstétrica é um desafio no Brasil, a qual ocorre, devido a ineficiência dos profissionais nos partos, e que, desde a antiguidade as mulheres não são ouvidas na sociedade.
A princípio, cabe destacar que a saúde é um direito assegurado pela Constituição de todos os cidadãos brasileiros. Ademais, é notável que esse dever não é realizado com eficácia por alguns médicos obstétricos. Nesse viés, é pertinente trazer uma pesquisa feita pelo Jornal Globo, na qual é apresentada que 25% das mulheres, que entraram em serviço de parto, foram machucadas e desrespeitadas pelos médicos. Dessa forma, depreende-se que as atividades precárias realizadas pelos profissionais da saúde ferem os direitos das brasileiras que necessitam do atendimento obstétrico.
Outrossim, é valido explicitar o papel das mulheres na sociedade, no qual percebe-se o quanto elas são desrespeitadas e oprimidas durante a história. Com isso a frase de Paulo Freire: “a educação não transforma o mundo, ela transforma pessoas e assim transforma o mundo” revela que a mudança deve ser feita na civilidade, visando o cumprimento dos direitos das mulheres, principalmente de serem ouvidas na hora do parto. Consecutivamente, tal cenário mostra que essas, mais uma vez têm a sua voz abafada, não tendo o seu desejo e o seu plano para o parto realizados.
Por fim, medidas devem ser tomadas para resolver a problemática. Assim, o Ministério da Saúde deve promover campanhas, por meio das escolas, mostrando que todas mulheres têm o direito de voz e, desse modo, devem ser ouvidas. Ademais, Órgãos responsáveis pelos profissionais da área da saúde, devem avaliar tais médicos obstétricos, por meio de atividades práticas em que devem aprender respeitar a decisão e o corpo das gestantes. Com isso, mudar a realidade das gestantes brasileiras.