A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 17/05/2022
Na série “Grey’s Anatomy”, de Shonda Rhimes, a obra retrata a vida cotidiana de um grupo de novos médicos, a qual apresenta um episódio em que uma paciente sofre a violência obstétrica. Embora seja um assunto pouco discutido, há um aumento da violência obstetrícia no Brasil. Diante disso, são necessários debates a fim de amenizar essa subestimada problemática, dando destaque à negligência governamental e até mesmo ao preconceito contra a população mais pobre.
Primeiramente, precisa-se ressaltar que a Constituição de 1988 garante a todo cidadão brasileiro o direito à saúde. Portanto, é apropriado citar a obra “Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, que defende a deficiência de funcionamento da legislação e que seus direitos não são garantidos na prática. Dessa forma, é evidente que não há frequente intervenção sobre casos de violência obstetrícia pelo Estado, ferindo o direito defendido na Constituição Federal.
Ademais, é conveniente evidenciar o preconceito sofrido pela população de classe média baixa, que é, majoritariamente, formada por estudo precário ou por nenhum estudo. Sobretudo, é ético que os médicos, ao realizarem um procedimento não previsto em anteriores consultas, expliquem o quadro do problema e especifiquem o método que será aplicado ao paciente. Nesse sentido, pode-se exemplificar como agressões obstétricas alguns casos que ocorrem de, ao parir uma criança de família extremamente pobre, o médico realizar a laqueadura sem que haja o consentimento da mãe.
Portanto, é necessário que o governo tome medidas a fim de abranger essa perigosa e muito silenciosa violência. Para isso, seria necessário que leis fossem feitas, pelo Ministério da Saúde, com o propósito de especificar problemas relacionados à agressão obstetrícia e amenizá-los. Em virtude dos fatos mencionados, é de extremo peso a avaliação do Governo Federal para que haja uma melhora do bem-estar geral da população.