A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 17/05/2022
Abusos em trabalho de parto
Apesar da medicina estar em constante evolução com o decorrer dos anos, não são todos os profissionais da saúde que seguiram este ritmo. O termo violência obstétrica surgiu nos anos 2000 com o intuito de extinguir todo e qualquer ato de violência, seja ela física, sexual, psicológica ou verbal, praticado por profissionais de saúde, pelos familiares ou acompanhantes às mulheres gestantes, em trabalho de parto ou no período puerpério (período após o parto). Atualmente, existem leis que apresentam proteção à gestante e parturiente, no entanto os índices da violência seguem sendo preocupantes.
A priori, em janeiro de 2017, foi criado a lei n°17.097 no Estado de Santa Catarina, onde são considerados casos, como procedimentos humilhantes e dolorosos sem necessidade, ironizar 0o grito e a expressão da mulher durante o parto, deixar de aplicar anestesias, passíveis de punição.
De acordo com dados da revista ÉPOCA, no ano de 2015, na hora do parto, a equipe medica optou pela cesárea, não convocou a medica que estava atendendo o paciente e não relatou o que estava acontecendo para a gestante que é deficiente visual, além da mesma avisar que a anestesia não pegou e mesmo assim os médicos deram segmento com a cesárea. No mesmo ano, 73% das mulheres relataram não terem recebido procedimentos para alivio de dor não medicamentosos (banho quente, por exemplo), que se encaixa em violência obstétrica.
Em vista dos dados apresentados sobre a violência obstétrica, um modo de diminuir estes índices elevados, seria que cada mulher que sofresse a minha violência que for ou que tenha sido pressionada a fazer algo que não queria no parto, entrasse em contato com a diretoria do hospital e relatasse sobre o ocorrido, para que o médico ou enfermeiro seja notificado e advertido.