A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 17/05/2022

A violência obstétrica é, infelizmente, algo muito presente no Brasil, englobando qualquer ação abusiva contra a grávida durante algum acompanhamento hospitalar ou clínico. Por toda a internet podem ser encontrados relatos de vítimas deste tipo de violação, o que não deve ser ignorado. Há muitos desafios para combatermos a violência obstétrica brasileira, entre eles estão a falta de reconhecimento dela como problema e o sistema de saúde falho do país.

Em primeiro lugar, como o termo “violência obstétrica” foi reconhecido apenas no ano de 2000, mulheres que já sofreram abuso antes nem mesmo sabem que o acontecido é considerado abuso. Segundo uma matéria do jornal El País, muitas mulheres ignoram a violência que sofreram, as justificando por expressões que diminuem seu sofrimento a algo natural e inevitável. Entretanto, tudo o que normaliza a violência obstétrica desumaniza as gestantes, as violando e difamando e fazendo com que uma experiência única como o parto seja arruinada.

Ademais, por causa do sistema de saúde defeituoso brasileiro, muitas grávidas e seus bebês acabam sendo feridos durante a gestação, durante o parto ou após o parto. Conforme afirmado por uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc, uma em cada quatro mulheres já foi violentada de alguma maneira durante o parto, no Brasil. Certamente, dados preocupantes como este poderiam ser reduzidos se o sistema de saúde não fracassasse tão mal em prestar um atendimento digno à essas gestantes.

Enfim, com todos os desafios no combate à violência obstétrica no Brasil - como, por exemplo, a falta de reconhecimento dela como problema e o sistema de saúde falho do país - algum tipo de intervenção é essencial. A fim de que isso ocorra, o governo (órgão mais adequado) deve, usando mídias e firmando leis, respectivamente, educar melhor toda a população sobre a violência obstétrica e proteger melhor as pacientes e seus recém-nascidos dos abusos. Deste modo, a confiança no sistema de saúde brasileiro deve aumentar e as mulheres terão uma experiência melhor da gestação ao parto.