A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 18/05/2022
É fato que deve ser colocado em debate atualmente a violência obstetrícia no Brasil, uma vez que a mesma ocorre, em média, com mais de 25% das mulheres que dão a luz no Brasil, de acordo com o jornal G1. A partir disso, as maiores problemáticas configuradas nesse cenário pernicioso são dadas pela tradição de hospitais que ainda persistem em práticas de violências no setor da tocologia e pela negligência de gestantes sobre os maus tratos sofridos no parto.
A priori, na série Grey´s Anatomy, é retratado o caso de uma mulher grávida que possuía deficiência visual e tinha o parto programado para normal, no entanto, devido a complicações o hospital optou pela cesárea sem explicar o que se passava para a gestante e impedindo que houvessem acompanhantes na sala. O episódio faz alusão a um caso que ocorre com mais de 71% das mães no país, o que é configurado crime tal prática realizada por médicos ou instituições hospitalares, uma vez que desde 2005 é permitido por lei no Brasil acompanhantes na sala de parto, e é dever da equipe médica dar o aviso prévio do que vai ser feito ao paciente.
Outrossim, a prática da agressão obstetrícia tem se tornado tão comum nos dias atuais que há negligência por parte das gestantes em saber se houve ou não violência no parto. Prova disso recaí nos dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Aplicada da Mulher, onde a cada 5 mulheres que dão à luz, 2 são submetidas a condição de agressividade mental ou física no parto sem nem possuírem o conhecimento da ação sofrida. A partir disso, mostra-se pertinente a divulgação dos direitos que as mulheres grávidas possuem na hora do parto.
Portanto, a fim de minimizar a violência obstetrícia no Brasil, é dever do Poder Legislativo, responsável pela fiscalização e criação de leis no país, garantir o direito de um parto seguro e sem agressões físicas ou mentais contra gestantes por meio da criação de novas leis e o aumento da fiscalização nos hospitais para que assim, as legislações sejam exercidas.