A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 18/05/2022
Na série televisiva da ABC, Greys Anatomy, o público é apresentado à Kristen Jorge, uma detenta americana, grávida, que não recebe o tratamento gestacional adequado. Trazendo para a realidade brasileira, não apenas encarceradas, mas 25 por cento das gestantes alegaram sofrer algum tipo de agressão, ofenças ou maus-tratos durante o período da gravidez ou no puerpério. Dessa forma, fica evidente a vioência obstetrícia no Brasil, a qual pode ser causada pela ignorância médica e trazer sequelas físicas e psicológicas nas novas mães.
Preliminarmente, a falta de preocupação obstétrica com a paciente é uma das principais razões pelas quais a agressão contra elas exista. Isso foi notório em 2015, quando Joyce Guerra, uma mulher com deficiência visual, alegou que, embora tivesse avisado sobre o não funcionamento da anestesia, o cirurgião responsável realizou um procedimento de cezariana contra a vontade da gestante. Esse caso explicita a falta de preocupação e a incompetência de parte dos profissionais da saúde, no páis, e como tal ignorância afeta o bem-estar durante a gestação.
Ademais, as consequências trazidas às gestantes devido à falta de cuidado
médico podem ser devastadores para essas muheres. De acordo com a Organi-
zação Mundial da Saúde (OMS), as sequelas tendem a acarretar na saúde mental
daquelas que sofreram, em algum momento da vida, violência obstetrícia. Desse
modo, visando uma melhor qualidade de vida, essas vítimas devem recorrer à
tratamentos psicológicos, que por vezes não são encontrados em razão da
precariedade desse serviço oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Portanto, é dever do Ministério da Saúde, por ser o seguimento do Governo
Executivo Federal responsável pela saúde no país, por meio da realocação de
verba, promover campanhas contra a agressão, física e mental, obstetrícia. Assim
futuramente casos como o de Joyse Guerra e de Kristen estejam apenas no
passado. Além disso, é responsabilidade do mesmo agente, o maior investimento
no setor psicológico do SUS para que, dessa maneira, aquelas que foram afligidas por esse problema tenham acesso ao tratamento mental necessário.