A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 18/05/2022
O livro “Tudo é Rio”, de Carla Madeira, conta a história de uma mãe que sofre muito durante sua gravidez e, posteriormente, na hora do parto e de cuidar do filho. Fora da literatura, a violência obstetrícia está altamente em debate no Brasil, reforçando sua necessidade de atenção. A esse respeito, é fundamental a conscientização de toda a população acerca do que são os casos de obstetrícia, quais suas características e o quão ela é recorrentes no país, para que possa-se extinguí-la.
Em primeira análise, é importante esclarecer o que é a violência obstetrícia: todo ato agressivo executado pelos responsáveis pela gestante durante seu período hospitalar e, principalmente, durante o parto e as horas seguintes. Dessa forma, tem-se que 25% das mães brasileiras afirmam ter sido tratadas de forma desrespeitosa durante sua gestação ou parto, e 73% declaram que não tiveram acesso a medicamentos para aliviar a dor durante o processo. Assim, fica evidente a violência contra tais mulheres, que não tiveram acesso a direitos básicos e entraram para a estatística da obstetrícia violenta no país.
Ademais, alguns dos outros exemplos de tipos de violência são a falta de alimentação durante o trabalho de parto, a aplicação de anestesias ineficientes e a proibição de acompanhantes para essas mães, sendo esse último, garantido por lei desde o ano de 2005. Nesse viés, com o descumprimento da lei, há casos de prisões de médicos e enfermeiras que foram denunciados e penalizados por tais atos, mas não permaneceram em cárcere por muito tempo, e rapidamente estavam soltos e repetindo novamente essa agressão. Por conseguinte, evidencia-se a necessidade de conscientização da existência desses casos obstetrícios e a tomada de atitude para que eles sejam extintos num futuro imediato.
Portanto, cabe ao poder Judiciário, principal agente na aplicação de punições contra crimes, aplicar com maior afinco as leis contra a violência obstetrícia, e a mídia, por meio de propagandas de conscientização, divulgue o tema para que a população entenda melhor esse problema. Com essas medidas, os casos de agressões contra mulheres serão reduzidos e, posteriormente erradicados, fazendo com que o Brasil seja um país melhor para se viver.