A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 17/05/2022

De acordo com pesquisas divulgadas pelo “Manual do Parto” na plataforma “Instagram”, a cada 4 mulheres, uma sofre algum tipo de violência durante seu parto, seja ela moral, física, sexual, neonatal ou por negligência médica. O que se contrapõe à Lei N° 17.097, uma vez que ela garante a implantação de informações e proteção à gestante e parturiente contra a violência obstétrica. No Brasil, ainda é um tema pouco debatido, já que grande parte da população não possui conhecimento sobre o assunto.

Primordialmente, é importante ressaltar que a falta de informações sobre o que é uma violência obstétrica, pode gerar uma grande problemática entre gestantes, visto que muitas vezes, nem sabem que sofreram algum tipo de violação durante seu parto. Como foi o caso da deficiente visual Joyce Guerra, esta, foi induzida pela equipe médica a realizar uma cesárea sem quaisquer explicações sobre o que estava ocorrendo, pois o bebê não estava pronto para realizarem um parto normal. Assim como Joyce, 46% das mulheres entrevistadas pela Rede Cegonha também realizaram esse procedimento sem necessidade.

Além disso, muitas pacientes não recebem o cuidado adequado como a alimentação durante o trabalho de parto, aconselhada pela OMS, segundo dados divulgados no site “Época”, 75% das mulheres questionadas não receberam nenhuma refeição durante o parto de seu bebê. Outra violência bastante decorrente no parto de muitas gestantes é a realização do procedimento “episiotomia” sem a permissão ou consentimento da mulher, em que a vulva é cortada por um bisturi para facilitar a saída do bebê. Cerca de 90% das mulheres sofreram essa violação dolorosa e sem necessidade durante o parto, visto que não previne laceração e nem salva vidas.

Contudo, é necessário que o Ministério da Saúde, por meio de campanhas de conscientização, busque propagar mais informações sobre o assunto, com o objetivo de que cada vez mais as mulheres possam se defender contra a violência obstétrica. Além da criação de leis mais severas para que os profissionais da saúde cumpram o seu juramento de salvar vidas. E por fim, promover partos seguros e respeitosos que não violam os direitos da saúde e corpo da mulher.