A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 18/05/2022

O documentário ´´Renascimento do parto´´, da Netflix, retrata a experiência de inúmeras mulheres brasileiras que tiveram suas autonomias feridas, uma vez que, sentiram-se coagidas a fazer cesárea sob ameaça de abandono da assistência, ou de sequelas para o bebê. Dessa forma, observa-se que muitos são os desafios encontrados perante a violência obstétrica no Brasil.

Primordialmente, é válido destacar que apesar do disparado avanço científico do mundo contemporâneo, diversos são os procedimentos ultrapassados realizados nos hospitais infringindo o direito das mulheres, tendo em vista que muitas são vítimas da episiotomia-corte do períneo- para uma “melhor” abertura do canal vagina, o qual é muitas vezes necessário , proporcionando muitos problemas físicos e mentais pela vida toda. Desse modo, nota-se como os médicos usam da vulnerabilidade das mulheres para submete-las a situações de sofrimento e prejudiciais a saúde.

Em conjunto com isso, de acordo com a universidade de medicina da USP, 1 a cada 4 mulheres sofrem algum tipo de violência obstétrica, mesmo que muitas vezes sem a consciência de que estão sendo violentadas. Ademais, segundo a rede de mulheres Parto do Princípio, cerca de 25% das pacientes são agredidas ou ofendidas seja durante a gestação ou momento do parto. Com isso, consequências como depressão pós-parto e optar por ter o segundo filho fora dos hospitais, sem asseguração médica são recorrentes, fato que não deveria acontecer, uma vez que coloca a vida da me e do bebe em risco.

Portanto, é de extrema importância que o Estado juntamente com o Ministério da Saúde, promovam projetos, como o Amor Materno, a fim de propagar campanhas que preservem o corpo feminino,cuidando da saúde da mulher grávida e proporcionando segurança para o momento tão delicado que é o parto. Ademais, é dever da Legislação em conjunto ao Congresso Nacional promover leis que sejam realmente eficazes, com o caso de até mesmo prisão se necessário.