A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 18/05/2022

É inegável que inúmeras mulheres no Brasil estão ou já sofreram violência obstétrica. Isso é comprovado a partir da revista Época que realizou uma pesquisa, e demonstra que uma a cada quatro mulheres diz ter sofrido violência obstétrica durante o parto. Isso ocorre muitas vezes por conta da persistência dos interesses financeiros dos médicos e de métodos de prática que não se utilizam mais nos dias atuais. Portanto, medidas para reduzir esses casos devem ser realizadas.

Primeiramente, o principal motivo da violência obstétrica no Brasil são os interesses econômicos dos médicos. Muitos desses interesses tem como foco principal mudanças nos padrões de parto, ou seja, uma realização de partos normais que levam um tempo a mais, e mulheres que optam por cesarianas que demoram menos, muitas das vezes não é o método que o médico busca fazer e que ganhará mais lucro.

Outrossim, um dos fatores que causam a violência obstétrica no Brasil é a utilização de métodos antigos. Sendo estes métodos, muitas vezes voltados também para a redução do tempo de parto, para que o médico possa realizar mais de um parto em um único dia e ganhar mais dinheiro. Para isso, utilizam-se de substâncias como a Ocitocina, em que seu papel é aumentar as contrações musculares do útero e que deveria ser uma exceção nos partos, porém, não é o que se vem vendo nos partos. A pesquisa feita pela Época,relata a utilização da substância em 36% desses partos.

Em virtude desses fatos, é perceptível que o principal promotor dessa violência é a ganância pelo tempo buscando arrecadar mais dinheiro para si. Portanto, medidas devem ser adotadas imediatamente, como por exemplo: a realização da criação de uma lei que vise a utilização de um documento, o qual a gestante irá descrever a forma em que seu parto será realizado, colocando o que deseja e o que não deseja. O intuito desta lei é assegurar a gestante uma parição humanizada e uma indenização caso esse plano seja violado sem motivos comprovados.