A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 17/05/2022
Atualmente, a violência obstétrica é um problema recorrente na vida de diversas mulheres. Segundo dados do Fiocruz, cerca de 45% das mulheres sofrem desse tipo de abuso nas redes publicas e cerca de 30% nas particulares. Em meio aos desafios no combate à violência obstétrica no Brasil podemos citar a falta de profissionalismo de certas partes e a falta de acessibilidade a recursos essenciais às gestantes.
Primeiramente, de acordo a deficiente auditiva, Nayara, ter um intérprete ou médico com quem ela pudesse se comunicar fez muita falta em seus partos. Por não ser entendida por nenhum dos profissionais, Nayara se sentiu humilhada e, em seu segundo parto, quando tentou gritar, teve suas mãos amarradas. Com frequência, a falta de acessibilidade aos recursos necessários para um parto confortável caracteriza a violência obstétrica, causando imenso trauma e vulnerabilidade às mulheres.
Além disso, a falta de profissionalismo de certos agentes da saúde pode ser extremamente arriscada não só para a gestante, mas para o bebê também. Conforme afirmado por Mariana, quando estava grávida de seu primeiro filho, seu parto foi realizado por um médico que a tratou muito mal, a dizendo coisas como “Não grite ou eu te deixo aqui sozinha.” e “Pare de gritar ou seu filho vai nascer surdo!”. Pouco depois de receber alta do hospital, juntamente com seu bebê, Mariana descobriu que o “médico” que a abalou não tinha nem mesmo diploma.
Por fim, é evidente que há muitos desafios no combate à violência obstétrica no Brasil, como a falta de profissionalismo de certas partes e a falta de acessibilidade a recursos essenciais às gestantes. Para que tais problemas sejam amenizados, o governo deve, por meio de investimentos, proporcionar melhor infraestrutura e formação de profissionais (todos capazes de fornecer um bom atendimento às grávidas). Assim, as mulheres se sentirão menos incomodadas e poderão se sentir mais acolhidas.