A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 18/05/2022

O documentário “O Renascimento do Parto”, dirigido por Eduardo Chauvet, retrata a história de inúmeras mulheres que sofreram intervenções desnecessárias e traumáticas durante o parto. Embora seja um documentário, possui semelhança notável com a realidade brasileira, uma vez que a taxa de violência obstétrica é crescente no país. Nesse contexto, vê-se como desafios à problemática apresentada, a falta de informação entre o médico e a parturiente e o machismo.

Primordialmente, é preciso pontuar como a falta de diálogo durante o parto afeta diversas mulheres no país. Diante disso, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Fiocruz, 70% das mulheres que desejavam parto fisiológico acabou fazendo cesárea por escolha do médico sem mesma ela saber, o que leva a violência obstétrica de maneira despercebida. Como é o exemplo da Joyce Guerra, no qual o bebê estava para nascer e os médicos optaram por cesárea sem dar explicações a ela que tinha deficiência visual. Dessa forma, o índice de violências durante o parto aumenta devido aos problemas apresentados.

Além disso, é valido explicitar que o machismo estrutural é uma das causas da violência obstétrica. A partir disso, no documentário “Rompendo o Silêncio”, de Giuliano Cedroni e Marina Person, relata a história de parturientes que sofreram abusos leves até o mais pesados. Desse modo, acontece a objetificação das mulheres, que ao perder a função de sujeito, ela é reduzida a um corpo passível de intervenção, se submetendo a uma violência.

Por fim, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. No entanto, urge que, a fim de garantir um parto de qualidade a todas as mulheres e reduzir a violência obstétrica, concerne à sociedade apresentar por meio de cartazes nos hospitais e escolas, o quão importante é a empatia e a comunicação. Além disso, é dever do Ministério da Saúde fiscalizar os hospitais para que não haja desrespeito com as parturientes e incentivar aquelas que sofrerem abuso a denunciar o médico que praticou essa ação. A partir disso, as práticas descritas em “O Renascimento do Parto” serão reduzidas na sociedade brasileira.