A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 18/05/2022

Analisando o cenário atual e alguns debates que vem acontecendo, O excesso de intervenções nos partos no Brasil tem sido reportado como violência obstétrica e contribui para os índices elevados morbi-mortalidade materna e neonatal. Muitas mulheres já passaram por experiências dolorosas causadas não pelas contrações e dilatações do corpo, mas pelas pessoas que teriam o papel de ajudar a mãe em um momento de medo e tensão: médicos e enfermeiros das maternidades.

Em um artigo, realizado pela Revista da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, analisa o perfil e a experiência de parto de 555 mulheres. A violência obstétrica foi reportada por 12,6% das mulheres e associada ao estado civil, à menor renda, à ausência de companheiro. Assim, o que era para ser um momento de extrema felicidade, torna-se um trauma, podendo causar a depressão pós-parto e alguns outros problemas com a saúde mental.

Em uma pesquisa feita pela revista Época, 36% das entrevistadas dizem ter recebido a substância ocitocina para acelerar o parto, que é uma substância usada apenas em casos de gravidez de risco, não deixando de ser uma violência, já que considera uma atitude que deveria ser exceções.

Em algumas prefeituras do país, já vem sendo implantadas leis que garantem partos seguros tanto em hospitais públicos quanto privados. Caberia ao estado maior, colocar leis em vigor garantindo a mesma segurança nos momentos finais da gestação das mulheres. E cabe aos hospitais saber quais são os profissionais que trabalham naquele ambiente, já que o hospital pode ser prejudicado, e não apenas aos médicos perder seu licenciamento para trabalhar.