A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 17/05/2022

Estudos sobre saúde obstétrica no Brasil mostram que o número de cirurgias desnecessárias realizadas durante o parto vem aumentando desde o século passado, sugerindo que a violência obstétrica não é um problema atual. Diante disso, faz-se necessário discutir as dificuldades de cuidar de gestantes no Brasil.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas cerca de 15% a 20% das gestantes apresentam complicações que requerem intervenção cirúrgica, como o parto cesáreo. No entanto, o número de cesarianas realizadas no Brasil em 2017 representou 53% de todos os partos nas redes pública e privada. Esse alto índice se deve à ausência de legislação federal que determine o que é violência obstétrica e como preveni-la. Aproximadamente 25% das mulheres brasileiras vivenciam algum tipo de violência durante a gravidez e o parto, que se caracteriza por cirurgias desnecessárias ou sem apoio da ciência médica, dificuldade de companhia e ausência de alívio da dor ou alimentação.

Além disso, além da vulnerabilidade no momento do parto, o problema é agravado pela falta de informações sobre as opções de tratamento materno. Além disso, uma incompreensão do papel da parteira na tentativa de acelerar um processo natural que não requer tanta intervenção.

Portanto, o combate à violência obstétrica no Brasil deve ser efetivo uma vez que algumas medidas tenham sido tomadas. Cabe, portanto, ao governo federal promulgar legislação sobre procedimentos obstétricos para criminalizar os supracitados, além de fortalecer a regulamentação dos hospitais e maternidades para garantir o cumprimento da lei e investir no parto humanizado pelos médicos e curso de obstetrícia. Enfermeiros na rede, saúde pública, incentivando o diálogo e o respeito com a maternidade. Com isso, será possível construir uma sociedade mais humana e que respeite a fisiologia da gravidez e do parto.