A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 18/05/2022
Em maio de 2022, uma mulher foi submetida, em sua segunda gestação, a realizar um parto normal de risco no hospital público de São Paulo, o qual levou à morte do bebê, sendo que já era sabido a incapacidade da mesma em passar pela situação. Visto isso, é imprescindível que a violência obstetrícia deve ser posta em debate no Brasil. Dentre fatores que levam adiante esse problema encontram-se o desrespeito às decisões da gestante e a precariedade dos sistemas de saúde.
De início, vale lembrar que o desejo da mulher que dará à luz deve ser sempre priorizado, em questão da escolha dos procedimentos, com a conscientização que estão entre as possibilidades de realização. Entretanto, a deficiente visual Joyce Guerra, de 31 anos, no momento em que estava preparada para realizar um parto normal, a equipe presente no dia decidiu fazer a cesárea, negando a presença da obstetra no recinto, como também não deram explicações à paciente sobre o que estava acontecendo. A gestante entra na porcentagem dos 25% das mulheres brasileiras que foram desrespeitadas durante o parto, segundo pesquisas da revista Época em 2015.
Segundamente, a precariedade dos sistemas de saúde pública do território nacional é um dos principais fatores que desencadeiam essa adversidade. O portal da Globo mostra que mais da metade das mulheres, cerca de 73%, não tiveram acesso aos métodos usados pelos hospitais, como banhos quentes, para o alívios das dores recorrentes do parto. Sobre o mesmo ponto de vista, a Câmara Notícias também informa que agressões verbais às mães, ironizando e humilhando-as, e físicas, algemando-as, estão presentes na violência. Isto mostra que a intervenção de agentes para sanar esses crimes são necessários o quanto antes.
Portanto, afim de solucionar a deficiência nos serviços públicos de maternidade e priorizar a opinião e decisão das gestantes, cabe ao governo, por meio do Ministério da Sáude, intervir no emprego de profissionais decentes o batante para assistirem o nascimento de bebês, assim como disponibilizar os meios básicos e necessários ante e pós partos. Dessa maneira, essas mudanças farão com que casos como o ocorrido em maio deste ano não se repitam.