A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 18/05/2022

Com o passar do tempo, a medicina vem avançando cada vez mais, porém com isso também vem crescendo as queixas sobre atendimentos e violências sofridas em áreas obstétricas. No documentário chamado “O renascimento do parto” que foi lançado em 2013, retrata os riscos de uma cesária e de partos com intervenções agressivas dos médicos e enfermeiros e a urgência de humanização dos especialistas dessa area para melhor experiências das mulheres em momentos marcantes como esse.

A maternidade vem sendo cada vez mais planejada pelas famílias brasileiras, mas infelizmente nem todas as mulheres tem o mesmo tratamento devido a sua diferença de classe social ou até mesmo pelo machismo dos cirurgiões, a maior porcentagem de relatos de violência obstetrícia foram de mulheres atendidas pelo SUS ( Sistema Único de Saúde), que é mais frequentado por mulheres periféricas e de baixa renda que os medicos acabam dando menos prioridade que de mulheres que conseguem pagar um hospital particular.

A influencer Shantal Verdelho relatou em seu instagram que por falta de informações e conhecimento sobre o assunto, essa violência sofrida durante o parto passou despercebida, mas quando a influencer teve informações sobre o assunto mostrou gravações em que mostra o seu médico gritando com a tal e falando diversos palavrões durante um momento super delicado e que deveria ser de calmaria e tranquilidade. Após Shantal dar seu depoimento sobre o assunto fez com que outras mulheres também falassem sobre o abuso sofrido conscientizando diversas mulheres de como o médico não deve agir durante o parto.

Diante disso, é importante que mulheres em seu período gestacional procure informações e saiba atitudes que os médicos não podem ter na sala cirúrgica, é de extrema importância que profissionais em formação receba orientações de como agir com a paciente em momentos de dor e desespero, formando assim profissionais capazes de lidar com certas situações e com atitudes mais humanizadas. É interessante também que a família da paciente saiba seus direitos antes da cirurgia que pode ser distribuídas através de folhetos ou cartazes, sendo assim, caso algo aconteça eles possam ir atrás de seus direitos.