A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 18/05/2022
A violência obstétrica é algo que hoje afeta diversas mulheres, esse é um tipo de violência que as prejudica, podendo causar danos tanto psicologicos, quanto físicos durante o parto. Essa que não esta relacionada apenas com o trabalho de profissionais da saúde, mas também a falhas estruturais de clinicas, hospitais e do sistema como um todo. Nesse contexto deve-se analisar como esse problema ocorre com frequência no Brasil, gerando um momento traumático a diversas mulheres.
Em primeiro lugar vale ressaltar que as atitudes médicas, como o tratamento agressivo e destrato, que antes eram aceitas e normalizadas, hoje estão sendo contrariadas, essa situação esta sendo contornada devido ao grande número de vítimas que sofreram com esse tipo de violência. De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela Fundação Perseu Abramo, aproximadamente uma em quatro mulheres no Brasil sofreram com isso. É de suma importância amplificar esse debate pelo fato de ainda hoje ser uma situação frequente, o que é algo que prejudica diversas mulheres, por se tratar de um momento de vulnerabilidade do qual podem-se gerar grandes impactos.
Ademais, os médicos têm como dever, enquanto assistem o parto, dar um total apoio a gestante, entretanto muitos desses profissionais se abstêm disso e continuam utilizando de um tratamento ríspido. É relatado, pela influencer digital Shantal Verdelho, num áudio vazado, que o médico usou palavrões durante o parto e expos sua intimidade para o pai da criança e para terceiros.
Portanto, faz-se imprescindível o aumento de profissionais mais qualificados na área, também é importante que o Ministério da saúde reduza as intervenções desnecessárias, sendo essas o uso de ocitodicina, corte no períneo, entre outras coisas, procedimentos esses que devem ser usados em situações de extrema necessidade. Também, é de grande importância que a mídia informe a população sobre o assunto, buscando sempre atingir grandes proporções, assim concientizando a sociedade.