A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 18/05/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, publicada pela ONU em 1948, assegura a todos o direito à saúde e ao bem estar. Contudo, na sociedade brasileira, a falta de investimento e profissionais qualificados na hora do parto, não permite que parte da população tenha uma boa experiência neste momento. Desta forma, é evidente que a violência obstétrica no Brasil deve ser debatida.
De início, é importante pontuar a ausência do governo para combater essa violência. Já que, o baixo investimento nos hospitais públicos auxilia na falta de infraestrutura e assim torna os partos limitados e com pouco acompanhamento, deixando mães sem o suporte necessário. Essa realidade, de acordo com as ideias do filósofo John Locke, ferem o “contrato social”, uma vez que o Estado deveria garantir aos indivíduos os direitos indispensáveis à vida, o que nem sempre ocorre no país.
Outrossim, de acordo com o site G1, no Brasil mais da metade dos partos são cesáreas, fato que está associado à falta de dedicação dos profissionais públicos, pois diversas mulheres relatam a precariedade de cuidados principalmente em partos normais, dessa forma fazendo com que mulheres optem a cesárea por medo de sofrerem alguma violência, podendo causar diversos traumas a essas mães em um momento tão especial e importante.
Portanto, é notório que esta realidade deve ser resolvida. Para isso, é de total importância que o Governo Federal, em parceria com a Secretaria da Saúde melhore a infraestrutura dos centros obstétricos com investimentos mais conscientes, fornecendo acompanhamento e melhor atendimento a essas mulheres, a fim de oferecer boas experiências às futuras mães. Para assim, o “contrato social” de John Locke poder ser corretamente cumprido pelo Estado.