A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 17/05/2022

No Brasil, procedimentos inadequados com mulheres gestantes vem aumentando significativamente nos últimos anos, evidenciando um problema crescente e que vem se decorrendo a vários anos. Neste contexto, deve-se debater o assunto sobre a violência obstétrica no Brasil e apontando desafios como a falta de conhecimento, informações e as violências fiscas e verbais contra as mulhres gestantes.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 20% das mulheres gestantes passam por dificuldades e acabam tendo que necessitar de procedimentos cirúrgicos. Devido a ausência de uma legislação federal determinando o que é violência obstétrica e como se defender, em 2017 as cesárias no Brasil representaram 50% de todo o total de partos feitos em redes públicas e privadas. Tendo em vista aos números, 25% de mulheres brasileiras que deram à luz afirmam ter sofrido atos desrespeitosos dentro da sala de parto, tais desrespeitos como, 75% das gestantes não receberam alimento durante o trabalho de parto, 71% não tiveram o direito de um acompanhante, e infelizmente 73% não receberam medicamentos com função de alívio de dores.

É notório que, no Brasil, o problema sobre a violência obstétrica vem se agravando cada vez mais devido à falta de conhecimento e informação. Sobre isso, deve-se ser levantado um debate sobra as opções de tratamento devido à fragilidade das mulheres durante o processo de gestação.

Tendo em vista, o combate à violência obstétrica no Brasil deve ter uma significância maior no nosso país. Sendo assim, o governo federal deve aumentar a proteção de gestantes e parturientes contra a violência como diz a LEI N° 17.097, criar uma legislação federal com propósito de educação sobre o crime obstétrico, maneiras preventivas de como impedir que ocorra e conscientização da sociedade sobre o assunto, investindo em projetos de lei mais eficazes e penalidades mais agravantes para quem cometa tal crime. De acordo com isso, possivelmente haveria uma queda significante em casos de violência obstétrica no Brasil, onde haveria mais segurança para as mulheres durante seu processo de parto.