A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 06/07/2022

A lei 11.634 de 2007 garante à mulher gestante o direito ao parto seguro no Brasil. Porém, ainda ocorrem casos que estão em desacordo com tal lei, logo, a violência obstétrica é uma problemática presente no contexto atual brasleiro. Nesse sentido, destaca-se que a falta de investimento no setor da saúde aliada com a falta de conhecimento do médico estão entre os principais fatores que corroboram com essa problemática.

Sob esse viés, é indiscutível que a falta de investimento na ciência, e consequente melhoria do setor da saúde, é perceptível no Brasil e acarreta em dificuldades para fornecer partos seguros às gestantes. De acordo com pesquisas realizadas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), enquanto a média de investimento mundial na ciência é 1,79%, a do Brasil é 1,26%.

Ademais, é fundamental apontar a lacuna que há no conhecimento de diversos médicos brasileiros, que por vezes não realizam o procedimento mais adequado à mãe e ao bebê, podendo colocar ambos em risco. Na maioria dos casos o parto é feito a partir da cesária, porém, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), tal procedimento era necessário em apenas 10 a 15% dos casos.

Destarte, fica evidente a problemática do parto seguro no Brasil , portanto, mudanças são necessárias. Para tanto, o Ministério da Saúde deve aumentar o investimento na saúde, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, com o objetivo de melhorar as condições de parto para as gestantes brasileiras, conferindo à elas e ao bebê maior segurança e conforto.