A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 12/07/2022
Recentemente, foi noticiado um caso de um médico anestesista que estuprou uma mulher prestes a fazer uma cesárea. Esse fato, nos mostra o quanto a violência obstétrica é uma questão a ser debatida no Brasil, diante do grande números de ocorrências como essa. Essa questão não só envolve a forma em que a mulher é tratada durante o parto como também no momento de sua gestação.
Primeiramente, é necessário debater o quanto o trabalho de parto pode ser invasivo para a mulher quando não se tem um respeito vindo da equipe médica. A pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, da Fundação Perseu Abramo, aponta que 25% das mulheres já sofreram algum tipo de violência obstétrica, um número bastante alto, o que nos deixa em alerta. Durante o parto, a mulher pode sofrer inúmero tipos de violência, como o aumento da dose de oxitocina para acelerar o parto, a forma violenta de retirar o bebê, e até as palavras usadas de forma ofensiva contra a gestante. Essas atitudes além de ser judicialmente proibidas, ferem totalmente a moral da mulher, que se é vítima em um momento de fragilidade e vulnerabilidade.
Em segundo lugar, além do momento em que a mulher está em trabalho de parto, outra forma de violência obstétrica é durante sua gestação. Muitas mulheres, sofrem discriminação da equipe de saúde no momento de acompanhamento médico, chegando a ser humilhada pelo simples fato de estar na condição de gestação. Essa situação pode prejudicar não só a mulher psicologicamente, como também o bebê, visto que a saúde da mãe está diretamente ligada com a saúde do filho no período de gestação.
Portanto, percebe-se a necessidade de solucionar o problema em questão. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde, orgão responsável pela saúde e bem estar do cidação, proteger as mulheres contra esse tipo de violência, através de programas de assistência a gestante que foram ou estão sendo vítimas desse problema. Dessa forma, será possível a formação de um país com menos violência obstetrica e uma maior proteção das mulheres.