A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 02/11/2022

Observa-se que muitas discussões tem ocorrido acerca da violência obstétrica. Isso acontece devido à má influência midíatica e a negligência governamental, fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.

Cabe mencionar, em primeiro plano, que, conforme o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. A mídia, segundo ele, é um desses instrumentos, mas, em vez de promover debates sobre à violência obstétrica, influencia no silênciamento do problema, já que não denuncia sobre esse males, que ocorre de forma física e psicológica, fazendo com o que a gestante não saiba a desumanidade que está sofrendo. Por conseguinte, muitas mulheres vivem com traumas permanentes desta violência, o que pode ocasionar em doenças mentais, como: depressão e ansiedade.

Nota-se, em segundo plano, que — na sociedade brasileira — existe um descaso governamental em relação ao não debate sobre a violência obstétrica. Nesse sentido, no livro ´´Cidadão de papel´´, verifica-se a materialização de que os direitos previstos na Constituição Cidadã de 1988 não são garantidos a todos os brasileiros na prática. Esse fato é demonstrado mediante a um tratamento retrógado, em que a taxa de mulheres que sofrem violência obstétrica pelo SUS é de 45%, de acordo um levantamento da Fiocruz, não sendo tratadas com ética e dignidade pelos profissionais da saúde, o que é direito dos cidadãos.

Logo, o Governo deve criar campanhas educativas no meio físico e no meio virtual. Isso será feito por meio da divulgação de propagandas em panfletos, televisão, rede sociais, como: Instagram e Facebook. Essa medida tem a finalidade de instruir a população acerca da importância de debates sobre a violência obstétrica, findado com o silenciamento midiático e, também, com o descaso governamental, já que os indivíduos saberão cobrar seus direitos, os quais são garantidos pela Constituição.