A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 10/11/2022

Na série americana Jane the Virgin, a personagem principal Jane, é confundida com outra paciente e acaba sendo inseminada artificialmente contra a sua vontade. Atualmente, na realidade brasileira, a violência obstetrícia ocorre também fora da ficção, com gestantes sendo desrespeitadas e tendo seus corpos violados durante o parto. Dessa forma, faz-se necessários analisar os alicerces que sustentam esse estigma, a citar, o silenciamento social das vítimas e a precariedade na sáude pública do Brasil.

Em primeiro plano, as vítimas desse abuso hospitalar são as mais prejudicadas por essa mazela. Dessa forma, quando tentam denunciar o ocorrido são silenciadas e até mesmo desmentidas por profissionais que atuaram no parto. A atitude blasé é uma teoria difundida pelo filósofo alemão Georg Simmel, que se dá pela indiferença de acontecimentos na sociedade, tornando o indivíduo apático para situações graves. Analogamente à obra, é possível entender o motivo pelo qual leva as vítimas a não denunciarem a violação, por medo do julgamento social e pela normalização dos casos.

Ademais, a manutenção desse silenciamento é fortalecida pela precariedade da saúde e da educação pública, que contribuem para uma formação de profissionais incapacitados e antiquados em relação ao bem estar das gestantes. A Constituição Federal garante o acesso a saúde para toda a sociedade, todavia, essa garantia não se aplica a realidade. Diante disso, é possível observar falta de investimento em infraestruturas e hospitais que garantam de forma eficaz a segurança das vítimas. Dessa forma, médicos e pacientes ficam desamparados nas mãos do Governo inoperante.

Portanto, urge medidas para solucionar a problemática. Para tanto, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde devem aumentar investimentos na formação de médicos obstetras por meio de incentivo monetário aos hospitais e faculdades públicas. Além disso, é necessário que meios de comunicação divulguem informações sobre a violência obstetrícia no Brasil, por meio de palestras públicas com profissionais da área, com o objetivo de divulgar o assunto. Somente assim, esse problema sera gradativamente erradicado.