A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 25/04/2023

Em 2012, a Parto do Princípio(rede de mulheres usuárias do sistema Único de Saúde) entregou para a CPMI da Violência contra a Mulher o Dossiê “Parirás com dor”, sobre violência obstétrica, ressaltando a necessidade de combater essa violência. Concomitantemente, a mães sofre por muitos fatores, dentre eles: a precariedade do atendimento público onde cada paciente é visto como só mais um número, e a utilização de manobras para manipulação com fim de perpetuar a violência tanto velada quanto explicita.

O projeto de lei 768/21 garante à gestante atendimento e o direito de optar pelo parto cesariana pelo Sistema Único de Saúde, porém, não existe lei que garanta a recusa da mãe em casos de cesárea forçada ou induzida que é um dos maiores, se não, a maior violência obstetra que pode acontecer, a cesárea é uma alternativa muito conveniente para os médicos pois além de rápida seu custo é mais elevado lucrando mais por paciente e não levando em conta os desejos da mãe, tornando o paciente apenas mais um numero para completar a conta bancaria no final do mês

Ademais podemos ver no livro: “VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA" vários relatos de violência que na época em que se ocorreu foi um fato visto como ‘normal’. Diversas falácias foram levadas como verdades por serem ditas e repetidas por médicos e profissionais da saúde durantes anos, gerando pânico com o fim de perpetuar essa violência de forma velada nos hospitais brasileiros.

Concluímos que a necessidade do combate à violência obstetra no nosso país se faz urgente. Dessa forma, é fundamental que as reponsabilidades sejam compartilhadas entre o poder público e os veículos de comunicação. É imprescindível que a veículos dissemine informações de caráter verdadeiro com fim de chegar ao máximo de pessoas com a conscientização prevenir casos de violência no território brasileiro. Também se faz necessário que o Ministério da saúde organize e elabore planos e politicas públicas voltadas para a prevenção da violência dentro da obstetrícia, e que o Conselho Nacional de Saúde (CNS) elabore e fiscalize leis dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) que promova a segurança das nossas mães brasileiras, transformando-as em pessoas, e não mais em apenas números, acabando com a violência obstétrica no Brasil.