A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 22/09/2023
No poema “Os inocentes de Leblon”, de Carlos Drummond de Andrade, um grupo de pessoas ignoram a realidade nacional enquanto tomam banho de sol. Na atualidade, frente aos problemas de violência obstetrícia no Brasil, o governo e a população parecem desconsiderar as consequências dessa problemática, que tem como causas a inobservância estatal e a maldade humana.
Sob essa perspectiva, vale salientar que a omissão governamental contribui para a permanência da violência contra as gestantes e parturientes. Paralelo a isso, no artigo 6° da Constituição brasileira, o Estado deve proteger esse público, porém muitas mulheres não tem tal direito assegurado, pois de acordo com a camara legislativa, cerca de 25% das pacientes sofrem algum tipo de agressão na gestação ou no parto. Isso ocorre, pela falta de fiscalização nos hospitais sobre a qualidade do atendimento, devido a pouca atenção do governo a esse problema. Assim, uma grande parte das mães tem seus direitos corrompidos pelo desgoverno.
Além disso, outro fator responsável por esse problema é a maldade humana. Dessa forma, muitos profissionais da saúde não são empáticos e não cumprem o seu principal papel, que é ajudar e apoiar as mães na hora do atendimento, agindo de uma forma ignorante e violenta. Concomitantemente, esse comportamento social é semelhante ao conceito " Banalidade do Mal" da filósoda Hannah Arendt, é aquele mal que vai se tornando comum até a sociedade não se importar mais com as consequências dessa maldade para o próximo. Logo, muitas pessoas perdem a noção de o quanto a violência obstetrica é prejudicial fisicamente e psicologicamente as mulheres.
Portanto, o Ministério da Saúde - òrgão responsável por garantir um atendimento de saúde a toda a população - deve promover fiscalizações nos hospitais, por meio da contratação de agentes de saúde, enfermeiros e médicos, como ginecologista e pediatra, para fazer pesquisas sobre a qualidade dos serviços nos hospitais, a fim de localizar possíveis casos de agressão contra as mães. Ademais, o Estado deve promover uma campanha contra a violência obstetrica, com a elaboração de palestras que induzem os profissionais a serem mais empáticos e solidários com os pacientes.