A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 06/03/2024
A constituição Federal, promulgada em 1988, diz que todos os indivíduos são iguais perante a lei, independente da condição financeira. Entretanto, no cenário atual brasileiro, a arquitetura hostil continua presente nas ruas, onde se refere a uma arquitetura que exclui moradores de rua em espaços públicos. Ademais, a exclusão de moradores de rua ainda é presente na sociedade, além do preconceito, que se reflete na arquitetura hostil, mais conhecida popularmente por “arquitetura anti-pobres”. Dessa forma, demonstramos como a arquitetura hostil afeta parte da população, principalmente pessoas em situação de rua.
Em primeiro plano, a arquitetura hostil está ligada diretamente a exclusão social, aonde é um obstaculo presente no Brasil, de modo que em espaços públicos possuem ambientes aonde não se adequam a pessoas de rua, como bancos com divisórias, aonde impedem de moradores de rua possam utilizar para dormir. Nesse contexto, Ellen Ynase, arquiteta urbanista, diz que a arquitetura anti-pobres não pode ser considerada uma arquitetura, já que ela existe para proporcionar ambientes com qualidade de vida. Dessa forma, a falta de atenção por parte governamental contribui para que a arquitetura hostil ainda exista no Brasil.
Do mesmo modo, o preconceito presente na sociedade é um agravante para a existência da arquitetura hostil. Nesse contexto, uma matéria realizada por “Carta de São Paulo” apresenta que mais de 281 mil indigentes sofrem com a arquitetura hostil. Desse modo, o preconceito com pessoas em situação de rua agrava a discriminação contra pobres, já que pessoas querem impedir que moradores de rua circulem por ambientes públicos. Sendo assim, contribuindo para que a arquitetura hostil ainda seja utilizada e presente nas ruas.