Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 10/10/2025

No filme “Um senhor estagiário”, observa-se o abandono familiar de um idoso que, para encontrar sentido na vida, acaba se alistando para uma vaga de estagiário. Na obra, percebe-se a importância desse novo passatempo para o complemento moral e social deste indivíduo, que antes estava completamente sozinho. No entanto, observa-se, na atualidade, a falta desse complemento, visto que muitos idosos acabam isolados socialmente e com o sentimento de inutilidade imposto pela sociedade, deixando-os vulneráveis a doenças mentais. Dessa maneira, é fundamental implantar medidas públicas efetivas para proteger e promover a saúde mental da terceira idade.

Em primeira análise, como evidenciado pelo filósofo Byung Chul-Han, em seu conceito de " sociedade do cansaço", a rotina apressada da contemporaneidade - alimentada pela pressão produtiva do corporativismo profissional - não permite tempo de lazer com a família, contribuindo para o isolamento da terceira idade. Somado a isso, os estereótipos e estigmas sociais sobre a inutilidade acompanhada do acréscimo de idade contribuem para que a própria sociedade exclua os idosos de atividades interativas. Desse modo, essa parcela populacional permanece estritamente isolada.

Outrossim, é importante ressaltar os riscos, não apenas mentais, mas físicos e financeiros também, que o isolamento completo pode causar nessa população. Seguindo essa linha de raciocínio, conforme reportagem do G5 de 2025, vítima com Alzheimer perdeu mais de R$ 600 mil, durante anos, por golpes relacionados à regularização do lote. Dessa maneira, é perceptível a vulnerabilidade do idoso desacompanhado de outras pessoas para perceber situações de perigo.

Diante dos fatos expostos, para assegurar a proteção e inclusão da terceira idade, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos - protege e promove os direitos humanos e combate a discriminação - em parceria com o Ministério das Comunicações, criar campanhas educativas sobre a importância de acompanhar essa minoria e a necessidade psicológica da inclusão deles socialmente em praças públicas - por meio de palestras com especialistas e psicólogos. Assim sendo, será possível obter uma sociedade mais cuidadosa e afetiva com a população idosa.