Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 14/01/2021
A geografia utiliza como mecanismo didático a estrutura de pirâmide para representar a divisão etária de populações. A pirâmide etária mundial tem revelado a tendência do alargamento do topo, que representa a população idosa. Atrelado a esse crescente número de idosos, tem crescido também o número de abandonos dessa população. Essa mazela da contemporaineidade é devido ao sentimento individualista do mundo moderno vinculado ao ageísmo enraizado na sociedade.
Em primeira instância, é necessário atentar-se à lacuna da empatia social. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, uma das príncipais características das sociedades modernas é o individualismo. Ele afirma que o pessoal se sobressai ao coletivo. Sob essa ótica, nota-se que a alteridade deixa de ser um dos alicerces do corpo social, o que leva a ausência de empatia para com alguns, como os idosos. Logo, devido ao sentimento individualista da contemporaneidade, muitos idosos são abandonados por familiares.
Ademais, a abominação da velhice é outro agravante. As comunidades indígenas, como a Tupi, prestigiam a velhice. Nessas comunidades, os idosos são tratados com imenso respeito, ocupando os maiores postos na hierarquia social. Diferentemente dos indígenas, as sociedades urbanas contemporâneas valorizam a jovialidade, e envelhecer é sinônimo de invalidade. Portanto, percebe-se um preconceito enraizado na população, de modo que idosos são tidos como páreas e abandonados por familiares.
Sendo assim, é notório como esses fatores são agravantes do abandono de idosos, e é dever do Ministério da Cidadania contorná-los. Para isso, deve realizar uma campanha, por meio de mídias televisivas, sobre a importância cultural da população idosa. Deve também enfatizar as consequências penais do abandono, enquanto disponibiliza canais de comunicação para denúncias. Dessa forma, o abandono ao idoso tende a diminuir, e essa população receberá os devidos cuidados tão necessários a essa fase da vida.