Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/01/2021

De acordom com o sociólogo Émille durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” , onde todas as partes interagem entre si. De maneira contrária a isso, é visto que no brasil esse ideal não é constatado na prática, tal cenário mostra idosos cada vez mais desamparados, dispersos na sociedade e com notável falta de recepção nos albergues e asilos públicos. Nesse segmento, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de prevenção das gestões passadas para com a recepção dos idosos e a desatenção das familias com os idosos integrantes delas.

Primeiramente, pode-se destacar que nos ultimos governos, pouco se falava sobre o aumento do abandono de idosos no futuro, causando uma baixa prevenção para a situação de hoje. Desse modo, de acordo com o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), desde 2012 ocorreu um aumento de quase 20% no numero de idosos, por ora, a gestão atual se mostra pouco preparada para tal aumento, causando uma possivel super-lotação dos espaços públicos para amparo de idosos. Dessa forma, é evidente que existem instituições de amparo de idosos, porém a sociedade faltou com sua ampliação, causando prejuízo aos indivíduos da terceira idade.

Além disso, é notória a desatenção das famílias com os idosos , pois ao invés de investirem em seu bem estar preferem asilar os mesmos, situação comum na sociedade atual. Consoante a isso, conforme o pensamento de Zygmunt bauman, em seu livro “modernidade líquida”, as relações sociais escorrem “pelos vãos dos dedos” e estão cada vez mais egoístas e individualistas, tal situação-problema atinge diretamente os longevos e seu eixo social . Sendo assim, é perceptível que os anciões de familia se encontram pouco integrados na camada social que se encontram, ficando cada vez mais prejudicados por isso.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham a ampliar o atual acolhimento de idosos no contexto sociedade e frear seu desamparo. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Fazenda destinar verbas para a construção de albergues e asilos públicos, por intermédio de uma parceria público-privada entre as construtoras existentes no país, a fim de que se reduza o crescente número de idosos dispersos e esquecidos. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras nas escolas e instituições de ensino, por meio de contratos com profissionais na área da psicologia, a fim de que se eduquem os adolescentes e crianças desde cedo e se crie uma nova noção sobre “terceira idade e os cuidados sobre ela”. Somente assim a gestão conseguirá remediar o atual problema de abandono de idosos, se aproximando de um corpo biológico sadio e íntegro.