Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/01/2021

“Se queres prever o futuro, estuda o passado” afirmou o filósofo chinês Confúcio. A ideia de que o passado é a “alavanca” para se entender o presente e conquistar o futuro é irrevogável. Mas quando o mesmo se trata de pessoas que passaram a necessitar de um auxílio, devido determindas incapacidades, tamanho dilema deixa de ser seguido. Então torna-se questionável o fato da velhice deixar de ser um sinônimo de sabedoria para se tornar um fardo na cultura brasileira, resultando no abandono de idosos.

Torna-se cada vez mais evidente que os avanços cientifícos na medicida e nas tecnologias proporcionaram uma maior longevidade nacional. Entretanto, o que deveria ser motivo de orgulho tornou-se mais um fardo para o país, já que o mesmo não havia se preparado para tal situação. Como um dos motivos válidos a ressaltar, o filme “Despedida em Grande Estilo”, mostra por meio de uma crítica irônica ao capitalismo uma crise que gerou o desemprego de vários funcionários, com longas jornadas de trabalhos, devido à idade avançada e a limitadas capacidades operacionais dos mesmos. Na ficção a atitude gerou a instabildade financeira para vários idosos, o que não se afasta da realidade atual.

Además, segundo a Constituição Federal, é dever dos pais assistir, cuidar e educar os filhos, assim como os filhos quando maiores amaprar e ajudar os pais na velhice e nas enfermidades. Mas, é mais que notório que optar por abrigos tem tornado-se o plano número um das famílias brasileiras no último século. Ou, em outros casos, prendem o indivíduo de forma que aproveite-se de sua renda. Em ambos os casos finalizam com problemas emocionais e psicológicos, ou a morte, daqueles que se veem presos.

Diante o exposto é viável que o Estado deva propagar campanhas em favor a família e a empatia, assim como elaborar projetos de investimentos em espaços de lazer para os idosos, com profissionais da saúde, da cultura e qualquer um que se dispoha em prol ao bem-estar dos idosos, por meio do Ministério da Saúde e Ministério da Cidadania, com a finalidade de trazer um melhor acolhimento aos que foram abandonados.