Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/01/2021

Segundo o escritor François Chateaubriand, outrora a velhice era uma dignidade; hoje, ela é um peso. De modo semelhante, fora da alusão, ao analisar o abandono de idosos em questão na contemporaneidade, percebe-se que, de certa forma,  esse pensamento se comprova. Assim, é cabível discutir como a falta de amparo familiar e a negligência do governo tornam a vida da terceira idade mais infeliz e difícil.

Mormente, é fundamental destacar as consequências da falta de suporte familiar na vida dos mais velhos. A exemplo disso, no desenho animado “Os Simpsons”, é retratada a vida de uma família na qual o veterano da linhagem paterna foi abandonado em um asilo, sendo explícito em alguns episódios a falta de vontade de visitá-lo ou tirá-lo do abrigo. De maneira análoga, fora das animações, embora abandonar um ente que tenha atingido a velhice seja um ato deplorável e vergonhoso, é, além disso, muito comum, quando, na verdade, deveria ser inadmissível por parte das instituições.

Em segundo plano, é necessário ressaltar a maneira com que a negligência governamental prejudica a vida do sênior. A título de exemplo, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmam que a população de pessoas com mais de 60 anos no Brasil aumentou 19,5% no período de 2012 a 2017, passando de 25,4 para 30,2 milhões, simultaneamente, os projetos para acolher essas pessoas não cresceram no mesmo ritmo. Diante disso, é evidente a carência de planos eficazes para proporcionar uma vida digna para essas pessoas, o que causa uma ruptura das diretrizes promulgadas no Estatuto do Idoso, o qual garante ser direito dos velhos um tratamento humano e salubre.

Mediante ao exposto, nota-se que são diversos os problemas gerados pelo abandono de idosos na contemporaneidade. Desse modo, é possível sanar tais carências com um maior investimento do governo, por meio da aplicação direta de capital nos setores que tangem à saúde da terceira idade, para proporcionar à população anciã uma vida digna e feliz. Ademais, também é necessário que as pessoas da família ofereçam apoio emocional, financeiro e estrutural a essas pessoas, para assim termos uma população saudável e longeva. Destarte, com a realização dessas medidas será possível que o pensamento de Chateaubriand venha a se inverter.