Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 16/01/2021

Sabe-se que, segundo dados de uma pesquisa efetivada pela Unifesp, Universidade Federal de São Paulo, 48% da população moradora de rua integra idosos abandonados. Logo, é imprescindível salientar, analisar e solucionar a problemática do descaso com pessoas de 60 anos ou mais, na sociedade contemporânea. Tal situação tem como causa o despreparo financeiro atingido na maior idade, em companhia com a negligência familiar, conforme o sistema econômico vigente.

Primordialmente, é fundamental ressaltar a inaptidão financeira que a comunidade possui e o desmoronamento de tal sociedade idosa. Dados do Insper demonstram que apenas 35% das pessoas são detentoras de uma boa educação financeira, explicitando a carência desse tipo de ensino no mundo. Dessa maneira, é evidente que, ao não possuirem conhecimentos monetários, inúmeros indivíduos da terceira idade não têm o benefício da previdência privada, pagamento extra desde o começo profissional, dependendo da única e exclusiva aposentadoria social. Como ela não é o suficiente, em algumas vezes por parte do governo, alguns idosos passam a residir em asilos ou abrigos mais acessíveis, possuindo uma baixa qualidade de vida em seus últimos dias de existência.

Além disso, a análise do descaso que a família apresenta, graças ao modelo econômico capitalista atual, é imprescindível para tal problemática. Segundo o sociólogo Karl Marx, o capitalismo colabora com o individualismo de todas as pessoas e, diante do desejo de constante lucro, transformam a superabundância do trabalho como única parcela valiosa da vida. Dessa forma, os idosos situam-se abandonados por seus parentes, pois eles só têm tempo para suas vidas profissionais, tornando os indivíduos de cabelos brancos isolados afetivamente e, consequentemente, resultando em uma população anciã triste e deprimida.

Portanto, conclui-se que seja necessário a solução rápida e eficaz dessa adversidade, a qual assola o âmbito mundial. Tal proposta concentra-se na implantação de projetos gratuitos, administrados pelo Ministério da Família, em conjunto com ONG´s especializadas no tema, por intermédio de propagandas em meios de comunicação, como a televisão e a internet, além de atividades coletivas associada à terceira idade, junto aos responsáveis por tal faixa. Essa ação tem como intuito a maior compreensão social da necessidade afetiva que idosos abandonados possuem, para evitar o alastramento de doenças, como a depressão, além de investimentos em educação financeira. Destarte, a sociedade contemporânea estará ciente dos perigos que o abandono de pessoas de 60 anos ou mais poderão causar e, dados como o da população moradora de rua da Unifesp, irão diminuir.