Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 15/01/2021
Em primeiro lugar, é importante dizer que o abandono de idosos é uma questão que não é atual, mas sim estrutural, visto que o Brasil, segundo o Banco Mundial, é um dos países em que as pessoas menos planejam o futuro financeiramente. Ainda que seja uma problemática com maior repercussão recentemente, é necessário dar mais atenção aos maiores de 65 anos em território brasileiro que são abandonados por suas famílias e não possuem condições de saúde para morarem sozinhos ou financeiras para pagar a estadia em asilos.
Em suma, uma sequência de fatores leva os idosos a serem abandonados frequentemente, como a falta de afeto de sua família ou até mesmo não possuir uma família. Certamente, um bom exemplo de como o abandono de idosos acontece ocorre na série da Netflix “Como defender um assassino”, em que a personagem Laurel Castillo abandona sua mãe, que sofria de bipolaridade, para entrar na faculdade e parar de cuidar dela, o que lhe trouxe problemas psicológicos como ansiedade e depressão.
De acordo com o filósofo Platão, existe o mundo inteligível, que é um mundo idealizado, e o mundo sensível, que é uma cópia imperfeita do mundo intelígivel e é o mundo que vivemos. Logo, é perceptível que membros das famílias de idosos abandonados acreditam que vivem no mundo inteligível dito por Platão, pois acham que um idoso terá plenas condições de se cuidar sem nenhuma ajuda, seja financeira ou afetiva.
Portanto, é notório que, conforme o tempo passa, o abandono de idosos é uma problemática que está em aumento e, com isso, é necessário que o Ministério da Economia, juntamente aos idosos que foram abandonados por suas famílias e não tinham recursos, promova palestras públicas por meio da disponibilização de verbas, com o intuito de prevenir novos abandonos e auxiliar adultos a se planejarem financeiramente para não depender de suas famílias. Além disso, colaboraria para o conserto de um problema estrutural de décadas que levou o Brasil a ser um país onde as pessoas pouco planejam seus futuros economicamente.