Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/01/2021

No poema “o país que eu quero”, o escritor Guibson Medeiros retrata os anseios por uma nação melhor. Em concordância à literatura, a sociedade brasileira ainda enfrenta os momentos que não estão sujeitos à questão do abandono ao idoso no Brasil, em razão da falta de atuação do Poder Público e dos Órgãos formadores de opinião contra esse entrave.

Deve-se pontuar, de início, que a indiligência governamental configura-se como um grave empecilho no combate ao abandono de pessoas acima dos 60 anos. De acordo com, o filósofo John Lock, “as leis fizeram-se para homens e não para leis”. Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, a Constituição Federal de 1988, bem como o Estatuto do Idoso que tipifica o abandono como crime, não estão sendo suficientes para garantir a mudança desse cenário, principalmente porque, o Poder Executivo não promove mudanças informativas às pessoas da terceira idade sobre os pressupostos jurídicos que as ampara, como carecem de infraestruturas  de qualidades nas redes públicas.

Nesta perspectiva, é fucral saliente que outra causa do imbróglio é uma base educacional lacunar. A esse respeito, o filósofo Immanuel Kant afirmou que “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Sob essa lógica, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Nesse sentido, a desvalorização que os idosos vêm sofrendo, ocasionando então, o abandono, verifica-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel de reverter e prevenir o entrave, visto que não tem trazido esse conteúdo às salas de aulas.

Diante disso, urge que o Poder Público intensifique amplas campanhas informativas, divulgadas pela imprensa e pelas mídias virtuais de amplo alcance, sobre os direitos constitucionais que à terceira idade tem, como  também na capacitação dos abrigos que recebem os idosos, para que assim, possa garantir uma qualidade de vida e bem-estar social. Ademais, cabe as escolas conclamar uma salutar parceria com as famílias, a promoção de uma educação sólida de valorização e de respeito às pessoas de acima de 60 anos, com palestras, aulas e seminários sobre os maléficos que uma má conduta cidadã fere preceitos da dignidade humana e do pleno convívio social com os idosos.