Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 16/01/2021
Na revista em quadrinhos “Namida-Usagi”, é retratado o cotidiano de estudantes do ensino médio japonês. Ao longo da trama, a narrativa revela uma sociedade distópica onde pessoas mais velhas são vistas como desnecessárias para o mundo. Fora da ficção, é fato que na contemporaneidade se mostra alarmante o abandono de idosos, o que se deve a falta de cuidados familiares, além do baixo apoio estatal. Logo, esse cenário deve ser revertido para o bem-estar social.
Em primeiro plano, é importante destacar que muitas pessoas da terceira idade são desamparadas pela família. Assim, dados da revista “ISTOÉ” revelam que até 2017 tinha cerca de 70 mil homens e mulheres com mais de 60 anos morando em abrigos públicos, sendo que grande parte destes não aparentam ter entes próximos ou alguma forma de renda básica. Todavia, o grupo em questão apresenta problemas econômicos devido ao sistema econômico vigente em grande parte do globo.
Paralelamente, nota-se a falta de interesse estatal em mudar a situação atual. Outrossim, dados da Orgarnização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 1 em 15 idosos estão socialmente desamparados por algum governo. Assim, uma consideravel margem dos mais velhos, sem renda ou apoio, acabam por terminar morando nas ruas, dessa forma, corroborando com a música “Expresso da Meia-Noite” do grupo de Rap “Racionais M’c” na qual mostra a dura vida de pessoas, como idosos abandonados, marginalizadas pelo sistema.
Portanto, é mister que os Estados tomem providências para amenizar o quadro atual. A fim de diminiur o desamparo familiar, urge que o governo, com uso de verbas públicas, por meio da Organização das Nações Unidas (Onu) e OMS, façam ações com a divulgação de materiais, em locais públicos e por meio de redes sociais, alertando sobre a questão do abandono da terceira idade, além de fiscalizar e instruir sobre a importância do planejamento da aposentadoria. Somente assim, será possível reverter um cenário distópico como em “Namida-Usagi”.