Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/01/2021

Para o filósofo alemão Hans Jonas, “uma sociedade saudável e aquela capaz de reconhecer e mitigar suas enfermidades sociais”. Tal preceito é contraposto no cenário brasileiro no que tange ao abandono de idosos na contemporaneidade, uma vez que se torna um privilégio envelhecer de forma saudável no país. Diante disso, essa problemática se torna algo nocivo à sociedade, não só pela falta de infraestrutura dos asilos, mas também pelo seu silenciamento.

A princípio, a precariedade dos asilos mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Desse modo, segundo Gandhi, “temos que nos tornar a mudança que queremos ver “, no entanto, este ideal não é comprovado na questão da passividade do governo em garantir o mínimo de infraestrutura nos asilos públicos, visto que, sem essa garantia os idosos se tornam sucessíveis às mazelas sociais. Nessa ótica, se torna extremamente necessário a intervenção governamental que garanta a infraestrutura necessária capaz de acolher e assegurar o bem-estar dos idosos.

Além disso, outro perpetuador da problemática é sua falta de discussão. Nesse sentido, o sociólogo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Dessa forma, para que um problema como o abandono de idosos seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. Porém, percebe-se uma lacuna no que tange a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Portanto, para que o abandono de idosos em questão na contemporaneidade deixe de fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Para mudar essa situação, o Governo federal, órgão responsável por garantir os direitos da população, deve criar programas que incentivem e garantam o bem-estar dos idosos, por meio de aumento de verba pública direcionada a asilos, com a finalidade de reparar a infraestrutura dos asilos e aumentar sua fiscalização. Só então, o envelhecimento da população não será um problema, comprovando o ideal de Hans Jonas.