Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 15/01/2021
No século XIX, não houve um avanço no pensamento científico e filosófico, com o surgimento do Utilitarismo, doutrina defendia por Bentham e Stuart Mill, o qual beneficiou de forma imensurável a humanidade. Nesse contexto, uma das principais premissas é a defesa que ações devem produzir a máxima felicidade de forma coletiva, sendo aplicada em questões políticas, sociais e econômicas. Entretanto, no Brasil contemporâneo, encontram-se situações antagônicas ao princípio do Útil, como é o caso do idoso no perído presente, não só por preconceitos, como também falta de ações do governo.
Antes de tudo, vale ressaltar o contraste entre o Utilitarismo e atual conjuntura do país, uma vez que o abandono de pessoas acima de sessenta anos é, em grande parte, justificado pela incapacidade de realizar as atividades de vida diária, de tal forma que divergem da Constituição Cidadã, qual assegura um Estado democrático de direitos e deveres sem discriminação. A esse respeito, analisa-se que o expoente supracitado não é algo recente na humanidade, fato observado na Grécia Antiga, contexto no qual idosos não participavam de decisões importantes, pois eram denominados incapazes por suas limitações físicas. Dessa forma, ainda se constatam esses atos quando se depara com o aumento do número de idosos abandonados por familiares nos asilos, ocasionando quadros depressivos.
Ademais, convém frisar a importância das instituições sociais sendo um conjunto de normas que tem o papel de satisfazer as necessidades básicas da população, porém a ineficiência do governo em dirigir assuntos políticos referidos a assintência social ao idoso fomentam os conflitos entre homem e sociedade. Sobre isso, o filme “Brasília: a construção de um sonho”, dirigido por Rodrigo Astiz, retrata a mudança de um país arcaico para um território moderno com a capacidade de resolver mazelas públicas. No entando, verifica-se que há conflitos de planejamento, pois notícias divulgadas recentemente pelo jornal El País mostram que aproximadamente 70% das pessoas acima de sessenta anos sofrem com a atendimentos precários e por falta de atendimento de qualidade. Dessa forma, fica claro, que medidas são necessárias para melhorar a expectativa de vida dos brasileiros.
Portanto, políticas públicas voltadas à população idosa carecem de aplicabilidade. Nessa lógica, é imprescindível, que o governo - órgão responsável pelo bem-estar social, contribua para mudar o preconceito enrraizado sobre envelhecer, através do Ministério da Educação, implementando, nas bases curriculares, palestras sobre idoso e planejamento. Assim, por meio de debates barrar condições desumanas de abandono, com intuito de formar cidadão mais éticos e que respeitem os direitos humanos. Além disso, as prefeituras, através de subsídios tribitários estaduais, devem melhorar os atendimentos nos postos de saúde para os idosos, com o fito de aplicar o Útil na contemporaneidade.