Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 16/01/2021
Com o advento da Revolução Industrial, durante o século XVIII, houve uma melhora na área médica o que, consequentemente, levou à uma melhor qualidade de vida da população. Por conseguinte, o envelhecimento da população cresceu, sobretudo no Brasil. Contudo, atualmente, milhares de idosos não vivem com condições dignas, e muitos são abandonados pelos familiares. Sem dúvida, tal questão é gerada por conta de uma lacuna educacional e a falta de conhecimento da humanidade.
Primeiramente, é notório que a persistência do problema deve-se a falta de uma educação financeira apropriada na infância. Segundo o antropólogo Edgar Morin, para que haja uma reforma do pensamento é necessário que haja uma reforma na educação. Sob essa lógica, nota-se que a Mídia é um grande agente causador desse problema, pois, esta reforça sobre a humanidade o culto de uma beleza jovial que será eterna, consequentemente, as pessoas iludidas com tal invenção optam por não fazerem uma reserva financeira para o futuro. Inclusive, o Banco Mundial apresentou dados de que grande parte dos brasileiros não são precavidos e demonstram importância com a velhice. Assim, isso acaba por fazer com que muitos idosos sejam abandonados pela família, em condições nada favoráveis, por não terem um fundo monetário e não possuírem uma força física para trabalhar, além do fato dos parentes se preocuparem apenas com o tempo presente.
Além disso, vale ressaltar que a falta de conhecimento, também, contribui com a perpetuação do problema. De acordo com o filósofo Schopenhauer, a visão de mundo do indivíduo se pauta no aprendizado que ele adquire. Nessa perspectiva, o aumento na quantidade de abandono da idosos na contemporaneidade ocorre, porque não há uma ressalva no estilo de vida de pessoas com mais idade para os demais membros da sociedade. Dessa forma, há um acréscimo da falta de importância dos mais jovens para com os mais velhos, o acaba por resultar na questão do abandono.
É viável, portanto, que medidas sejam tomadas medidas de modo urgente. Para isso, cabe as escolas, em parceria com a prefeitura, promover uma educação financeira de qualidade, para que os estudantes aprendam a economizar dinheiro para se prepararem para quaisquer eventualidades futuras. Tal evento pode ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de economistas e administradores engajados. Para que assim, os adolescentes aprendam a fazer uma poupança, e não terem que se preocupar com questões de serem abandonados na velhice. Outrossim, a Mídia deveria difundir mais o estilo de vida dos idosos, por intemédio de propagandas comunitárias e telenovelas, afim de quebrar o mito da beleza eterna e jovial da população. Assim, mais cidadãos poderão se conscientizar do cotidiano deles e fazer com os idosos não sofram com a situação de abandono.