Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/01/2021

Com o aumento da expectativa de vida devido ao contínuo avanço da medicina, se tornou necessário a criação do Estatuto do Idoso para garantir o exercício de todos os direitos pertencentes aos mais velhos, incluindo políticas e serviços que promovem atividades de lazer e locomoção. No entanto, estes incentivos não suprem no que tange às necessidades mais básicas para a sua plena convivência na sociedade. Diante disso, cabe analisar os fatores problemáticos como a insuficiência da aposentadoria e o preconceito perante os idosos.

Convém ressaltar, a princípio, sobre os obstáculos relacionadas à aposentadoria. Em síntese, a cerne da questão está na decorrência da desvalorização da moeda nacional gerados pelas crises econômicas e a inflação. Assim, é inegável afirmar que a quantia mensal paga pelas instituições muitas vezes não atendem as necessidades financeiras dos idosos. Estes, por sua vez, se sentem vulneráveis e suscetíveis a lidar com má condição física e psicológica, sem ao menos ter como recorrer a busca pela ajuda. Por conseguinte, é indubitável de que isto gera uma forte sensação de abandono dentro da sociedade.

Ademais, é importante salientar o frequente preconceito com cidadãos de terceira idade pela população mais jovem. Como afirmava o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade moderna se caracteriza por indivíduos ególatras que aos poucos vão abdicando o bem-estar coletivo. Nesta perspectiva, os mais novos acabam por culpar a suposta inferioridade na capacidade física e mental dos velhos, mesmo sem possuir uma evidência para tal. Com isso, se torna notável as implicações pelos mais novos diante da participação de cidadãos com velhice nos seus cotidianos. Consequentemente, este tipo de repulsão pode resultar num afastamento espontâneo por parte dos envelhecidos e acentuar o descaso em relação à eles.

Em suma, é imprescindível a tomada de medidas atenuantes para o entrave abordado. Portanto, por meio de verbas destinadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, urge que o Estatuto do Idoso promova um maior reforço na fiscalização acerca do estado financeiro, físico e mental dos idosos para que se assegurem sobre a usufruição de seus direitos e evite o sentimento de abandono. Tal ação, ainda, pode verificar se os familiares ou próximos estariam empiorando a situação e analisar a tomada de medidas preventivas. Por fim, cabe às empresas midiáticas promover realizações de campanhas ressaltando a importância dos idosos na sociedade, minimizando o preconceito existente.