Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 15/01/2021
Com os avanços da medicina, em detrimento do exponencial crescimento da globalização, os idosos apresentam expectativa de vida cada vez maior. Entretanto, a longevidade, que tende a aumentar ao longo dos anos, preocupa no que tange a qualidade de vida dos idosos. Sob essa ótica, a questão do abandono à terceira idade é um desafio a ser combatido no Brasil e urge maior debate por parte de políticas públicas e da população.
Em primeiro lugar, o doutor Dráuzio Varella afirma que não adianta ter um corpo vivo sem que a mente e as interações dos idosos não estejam em atividade. Destarte, conforme as Diretrizes do Instatuto do Idoso, deve ser garantido pelo governo alimentação e saúde de qualidade à população idosa. Todavia, há uma indolência estatal que justifica o impasse devido aos casos de mortes de pessoas idosas por fome e desnutrição, principalmente na região nordeste do país.
Ademais, o escritor François Chanteaubriant diz em um de seus livros: “Outrora a velhice era vista com dignidade; hoje, ela é um peso”. Ao levar em consideração as palavras do pensador, de maneira homóloga à realidade econômica da maior parte da população brasileira, sem o apoio auxiliar do governo, o cenário de famílias de classe média baixa é priorizar o sustento de suas famílias. Além disso, como os custos de bancar um asilo são extremamente altos, acaba tornando-se inviável e o abandono pendular vira uma realidade.
Infere-se, portanto, que a consistência do impasse é fruto de negligência estatal. Assim, para reverter tal conjuntura, o governo, como instância máxima de administração executiva, deve criar centros públicos de apoio e cuidado aos idosos, para pessoas de baixa renda, com o fito de extinguir o abandono e descaso para com a terceira idade. Ademais, o Instatuto do Idoso deve, em parceria com o Ministério da Educação, realizar palestras nas Universidades Federais com o intuito de criar um debate acerca da necessidade de maior cuidado com os idosos, fomentando a vontade de trabalho voluntário aos centros de cuidado e apoio. Dessa forma, é possível que o paradigma de Chanteaubriant e o abandono de idosos sejam uma realidade no país.